Brasil: la base de Alcántara no será cedida a los EE UU

Miércoles 25 de junio de 2003 por Alianza Social Continental

25/6/2003

"Comemorar Alcântara é preparar o nosso exército contra a ALCA"

Cerca de 300 pessoas, representantes das diversas entidades que compõem a Campanha Brasileira Contra a ALCA, ocuparam nesta tarde o Auditório Nereu Ramos, em Brasília/DF, para comemorar o arquivamento do Acordo que prevê a instalação de uma Base Militar Americana em Alcântara, estado do Maranhão. O ato, intitulado de “Consolidação da Vitória”, contou com a presença do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, o senador João Capiperibe, João Pedro Stedille, coordenador do MST, Sérvulo Borges, da comunidade de Alcântara, entre outros deputados da casa.

Para o líder do MST, João Pedro Stedile, que resgatou a história de luta e resistência da população contra a instalação da base, foi uma grande vitória para o povo brasileiro e latino americano, o fato do presidente Lula ter tomado a decisão política de retirar este acordo.

O senador Capiperibe lembrou que não basta para os EUA sua presença econômica nos países. Agora querem garantir e reforçar uma presença física e militar para o controle do hemisfério.

Sérvulo Borges, do movimento dos atingidos pela Base de Alcântara disse que não basta só a retirada do acordo. Para ele o povo deve ter voz e vez na solução de seus problemas. “As pessoas deslocadas estão passando fome” – lembrou Borges.

Durante o ato, Luiz Bassegio, da secretaria continental do Grito dos Excluídos, destacou os principais pontos da Declaração do I Encontro Hemisférico Frente à Militarização, que aconteceu em Chiapas, México, nos dias 6 a 9 de maio de 2003. Lembrou que a militarização viola os direitos humanos, destrói comunidades tradicionais, incrementa a migração forçada, destrói o meio ambiente e, sobretudo, interfere na soberania dos povos.

O Presidente da Casa, João Paulo Cunha, que também marcou presença no Ato para receber uma carta assinada por vários Bispos da CNBB, que se posicionam contra o uso de produtos transgênicos, apoiou a iniciativa do ato.

Um dos momentos fortes do ato foi quando o presidente da CCJ, o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh garantiu aos presentes que o povo ganhou esta questão em relação aos EUA. “Nós ganhamos esta luta. Podemos fazer atos públicos de comemoração pela retirada deste acordo esdrúxulo” – disse Greenhalgh.

Ao final, num gesto simbólico, a mesa, “engavetou” o acordo com os EUA.

Para os presentes, a vitória sobre Alcântara, fortalece a luta contra a implantação do Acordo da Área de Livre Comércio das Américas – ALCA.

Luciane Udovic e Luiz Bassegio
- Da Secretaria do Grito dos Excluídos Continental